Aveiro a Veneza de Portugal

Junto ao mar e à ria, Aveiro é atravessada por uma rede de canais por onde passeiam barcos moliceiros.

Estas embarcações, esguias e coloridas, serviam para recolher algas e sargaço, e hoje em dia são usadas em passeios turísticos.

Fazer a visita a pé também não implica demasiado esforço já que a cidade é plana, e quem gosta de pedalar pode optar pelas ”bugas” – as bicicletas de utilização gratuita disponibilizadas pela Câmara Municipal de Aveiro.

Aveiro possui um conjunto de edifícios em estilo “Arte Nova” que vale a pena apreciar. Grande parte está situada junto ao canal principal, mas existem alguns fora das rotas tradicionais e até noutras localidades.

A localização dos edifícios está indicada no roteiro disponível no Posto de Turismo e podemos ficar a conhecer ainda melhor.

Braga cidade dos Arcebispos

A construção da “Bracara Augusta”, sede jurídica romana, iniciou-se em 27 a. C. no Império de Augusto.

Integrou então as vias do Império que atravessavam a Península Ibérica, comunicando com Roma, o que comprova a importância da cidade no território.

Em 216, o Imperador Caracala elevou-a a capital da província da Galécia e, no mesmo século, a Diocese de Braga foi criada, sob jurisdição do Bispo Paterno.

Ao domínio romano sucedeu-se a ocupação da cidade pelos Suevos, que a elegeram capital política e intelectual, pelos Visigodos e pelos Muçulmanos.

Durante o período muçulmano, os bispos mudaram a sua residência para Lugo (Espanha). Segundo um fado cantado pelos estudantes, “Coimbra tem mais encanto na hora da despedida”.

Coimbra musa dos estudantes

Nas margens do rio Mondego, Coimbra é conhecida pela sua Universidade, a mais antiga em Portugal e uma das mais antigas da Europa, que ao longo do tempo lhe moldou a imagem tornando-a “a cidade dos estudantes”.

Iniciamos esta visita, precisamente na Universidadefundada no século XIII que a UNESCO integrou na lista do Património mundial, numa classificação que engloba também a Rua da Sofia e a alta da cidade.

Vale a pena subir à sua torre, onde estão os sinos que marcavam o ritmo das aulas, para apreciar a soberba vista de 360º sobre Coimbra.

O Pátio das Escolas, a Sala dos Capelos onde têm lugar as cerimónias mais importantes, a Capela de São Miguel com um imponente órgão barroco e a Biblioteca Joanina,que possui mais de 300 mil obras datadas entre os séculos XVI e XVIII dispostas em belíssimas estantes ornamentadas com talha dourada.

Évora a Cidade Museu Património Mundial

Coroada pela sua imponente catedral, Évora recorta-se sobre uma suave colina no vasto horizonte da planície alentejana, e guarda o seu centro histórico, rodeado de uma vasta cintura de muralhas, uma valiosa herança cultural que a UNESCO classificou de Património da Humanidade. A cidade, onde as ruas estreitas de evocação mourisca contrastam com praças inundadas de luz, assenta sobre dois milénios de história.

Conquistada em 59 a.C. pelos Romanos, que lhe deram o nome de “Liberalitas Julia”, Évora adquiriu grande importância como atestam os vestígios ainda hoje visíveis e de que são exemplos as ruínas de um gracioso templo dos finais do séc. II, vários troços de muralha e a porta chamada de Dona Isabel, bem como as ruínas das termas da cidade sob o edifício da Câmara Municipal.

A cidade, eleita por vários reis de Portugal da primeira e segunda dinastias para sede da corte, foi então enriquecida com palácios e monumentos, sobretudo nos reinados de D. João II e D. Manuel (sécs. XV e XVI).

Caminhe a seu gosto pelas ruas, absorvendo a alma secreta que a diversidade de culturas seculares sedimentou nesta cidade do Mundo.

Faro a Capital da região do Algarve

Capital do Algarve desde 1756, Faro é também a porta de entrada para quem chega de avião e recebe-nos na sua sala de visitas, o Jardim Manuel Bívar, o lugar onde tudo acontece com vista para o porto de recreio, a Ria Formosa e o mar.

O Arco da Vila dá acesso à parte velha da cidade, conhecida como “vila adentro”. No seu interior encontra-se a Porta árabe do século XI, o arco em ferradura mais antigo do país, que era a entrada nas muralhas para quem chegava por mar.

Daqui parte um emaranhado de ruas que vale a pena percorrer e descobrir os seus cantos e recantos. Muitos dos achados arqueológicos que testemunham a história da cidade estão no Museu Municipal instalado no Convento de Nossa Senhora da Assunção do século XVI.

No Largo da Sé dominado pelos edifícios do Paço episcopal, destaca-se a Catedral erguida em 1251, após a reconquista cristã, no local anteriormente ocupado pela mesquita.

No seu interior, um dos mais notáveis conjuntos dos séculos XVII e XVIII do Algarve, uma época que está também bem representada na Igreja de São Francisco.

Guimarães Berço da Nacionalidade

Guimarães é considerada a cidade berço de Portugal porque aqui nasceu Afonso Henriques que viria a ser o primeiro rei de Portugal.

Associado à formação e identidade de Portugal, o centro histórico de Guimarães, na zona que ficava dentro de muralhas, foi classificado Património Mundial pela Unesco com base nos valores de originalidade e autenticidade com que foi recuperado.

A cidade ainda hoje possui um conjunto patrimonial harmonioso e preservado que se mostra em graciosas varandas de ferro, balcões e alpendres de granito, casas senhoriais, arcos que ligam ruas estreitas, lajes do chão alisadas pelo tempo, torres e claustros.

Por momentos imaginamo-nos num cenário medieval, onde a nobreza foi construindo as suas moradias como a casa Mota Prego, o Palácio de Vila Flor, do Toural e tantos outros que dão a Guimarães uma atmosfera única.

Para outra visão da cidade podemos subir de teleférico ao Monte da Penha para um dos mais belos panoramas do norte de Portugal. Finalmente, o Castelo, que remonta ao séc. X e está intimamente ligado à fundação de Portugal, é a cereja no topo do bolo.