No 3º período vai manter-se o ensino à distância

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As aulas do terceiro período letivo vão arrancar ainda à distância devido à pandemia de covid-19, adiantou hoje a presidente do Conselho Nacional de Educação, que considerou o regresso às escolas em maio pouco viável.  

Em declarações à Lusa, a presidente do CNE, Maria Emília Brederode Santos, adiantou que é muito difícil fazer previsões sobre aquilo que poderá acontecer daqui a duas ou tês semanas, considerando que as medidas devem ser flexíveis e acompanhar a evolução da situação, mas adiantou que já estão a ser discutidas soluções para a avaliação dos alunos.

Relativamente à avaliação externa, existe consenso em torno da suspensão das provas de aferição do primeiro e segundo ciclos, bem como dos exames finais do 9.º ano, pelo que esta será a opção mais provável, segundo a presidente do CNE.

Para a avaliação do terceiro período, estão ainda em cima da mesa três alternativas: manter a avaliação habitual do último período, não considerar para efeitos de avaliação os conteúdos lecionados em ensino à distância ou atribuir a avaliação do segundo período como nota final, considerando o trabalho avaliado à distância apenas nos casos em que beneficie o aluno, sendo esta última aquela que Maria Emília Brederode Santos considera mais apropriada.

Segundo o CNE, o acesso ao ensino superior e a realização dos exames nacionais do ensino secundário continuam a ser os temas mais complexos, com a presidente a sugerir que a solução mais simples seria adiar o calendário de exames.