A vida vem em ondas como o mar, diz a canção. E a morte também.   Joan Miró deu por concluída a sua obra “A esperança de um homem condenado à morte” em 1974, no mesmo dia em que Puig Antich, um anarquista catalão, foi...
É comum ouvir-se dizer que a vida de cada um é uma viagem. E há quem acrescente que o autor do itinerário dessa aventura, era um desbragado folião com tiques de sadismo e loucura, tantos foram os risos como pedras e dificuldades que ele resolveu ir plantando...
A actualidade está grávida de tudo o que acontece e nesse processo sucedem-se, na vertigem da passagem dos dias,  os casos, as ideias à volta deles, as opiniões e os achismos , sem que se apresente um fecho que elimine a nossa angústia pela procura de respostas definitivas...
Hergé, o autor belga de “Tintim”, terá sido, porventura, uma das minhas primeiras fontes de informação acerca do que era o mundo. No que respeitava à diversidade geográfica, social e também no que observava à construção mental de quem defendia as ideias do bem e do mal. 
Há um rasto da América genuína na filmografia de John Ford. O realizador americano, vencedor de cinco óscares, apresentou como fio condutor de praticamente todos os seus filmes, uma identidade baseada na ideia da conquista do oeste. Pintalgou algumas personagens com traços especiais que se tornaram paradigmáticos...
Há uma experiência amarga de 400 anos de tirania, crueldade e preconceito que atravessa a existência dos negros no continente americano. Não vale a pena as pessoas fazerem-se de ingénuas e deixarem escapar uma falsa estupefacção: “Não fazia ideia de que estas coisas poderiam ainda acontecer” ou...
Hieronymus Bosch, o pintor holandês que viveu no sec XV, numa era determinada pela transição da Idade Média para o Renascimento, utilizou na generalidade da sua obra um simbolismo extremamente crítico e inteligente. Uma representação sua, em particular, poderia ser transposta para a actualidade,...
Há mil e uma maneiras de contar histórias e eu, desde já me confesso, sou adepto de uma das artes mais populares que se ocupam com o desenvolvimento de uma narrativa: a banda desenhada. Já na pré-história, a vontade de relatar instantes da vida familiar e social...
O palestrante era por de mais conhecido. Dono de uma perícia oratória e de um vasto repertório de metáforas de vida, transformava qualquer assunto sem grande interesse num pedaço de prosa inebriante, capaz de suspender o tempo e manter-nos presos, estoicamente, à sua eloquente narrativa. 
“Calçar os sapatos dos outros”, é uma expressão idiomática inglesa, que significa “tomar a dor alheia”, ou “conseguir percepcionar o sofrimento do outro” ou, de uma forma mais simples, ter “empatia” por alguém. Assume-se, por exemplo, como uma evidência clara, a empatia por outrem...